
Se você já pisou em uma de nossas escolas, já inscreveu seu filho, já deu aula com a gente ou está pensando em levar a Minueto para a sua cidade, eu queria te convidar para voltar um pouquinho no tempo. Queria te contar como tudo isso começou.
Para entender a Minueto, a gente precisa voltar lá para o ano de 1999. A nossa escola não nasceu de um plano de negócios frio ou de uma oportunidade de mercado qualquer. Ela nasceu de um desejo muito pessoal e, confesso, de uma certa frustração que eu vivi quando era mais novo.
Na minha adolescência, eu queria muito aprender a tocar bateria. Comecei a visitar algumas escolas de música em Belo Horizonte e a sensação que eu tinha, quase sempre, era muito estranha. Os lugares pareciam escuros, meio desorganizados, e o atendimento muitas vezes deixava a desejar. Parecia que as pessoas não faziam questão de te receber bem.
Mas o que mais me afetava, lá no fundo, era o clima de competição. Havia sempre aquela pressão invisível para ver quem era o melhor músico. Eu chegava na escola e ouvia comentários do tipo: “Olha lá aquele menino, faz pouco tempo que começou e já toca assim!”
Aquilo me fazia sentir mal. Cada pessoa tem a sua própria jornada, o seu próprio tempo. Mas ficar olhando a jornada do outro, naquele ambiente de comparação, me fez pensar por um momento: “Poxa, acho que música não é para mim.” Era um sentimento pesado, de opressão, que eu simplesmente não queria ter.
Felizmente, eu acabei encontrando ótimos professores no meu caminho. Mas aquela inquietação continuou comigo. Chegou um momento em que eu pensei: e se eu abrisse uma escola de música que fosse exatamente o contrário disso tudo?
Uma escola arrumada, limpinha, organizada. Um lugar onde tudo fosse pensado com carinho. E, principalmente, um lugar onde as pessoas se sentissem acolhidas, bem-vindas, onde elas pudessem entrar e sentir: “Aqui é o meu lugar.”
Foi assim que a Minueto nasceu. Começou bem pequenininha, muito simples. Mas desde aqueles primeiros dias, era comum ver alguém entrar e me dizer: “Nossa, que lugar cheio de paz.”
Ouvir isso mexia profundamente comigo. Era a confirmação de que eu tinha acertado a direção. O que eu não consegui receber quando estava buscando aprender música, eu agora podia oferecer para outras pessoas. Eu podia entregar um ambiente onde elas aprenderiam música, sim, mas acima de tudo, se sentiriam amadas e respeitadas.
(Se você quiser entender como nós transformamos esse sentimento de acolhimento em uma rotina diária para os nossos alunos, vale a pena ler depois o nosso post sobre como acompanhamos de perto a jornada musical de cada um aqui)
Com o passar do tempo, minha relação com a Minueto foi mudando. Eu sou formado em Música, bacharel em Percussão pela UFMG. Mas, aos poucos, fui deixando de ser o professor de música, para me tornar o gestor daquele espaço. Eu comecei a me apaixonar pela ideia de construir e multiplicar esse ambiente cheio de paz.
Fui me capacitando para isso. Fiz dois MBAs na FGV, um em Gestão Empresarial e outro em Marketing, assumi a presidência executiva da Fundação de Desenvolvimento Gerencial (FDG) por dois anos e tive a oportunidade de atuar como diretor e CEO em outros empreendimentos. Angariei toda essa bagagem, vivi muitas experiências corporativas, mas a vida foi deixando cada vez mais claro onde estava o meu coração.
A Minueto é a vocação da minha vida. Ela tem um propósito tão maravilhoso que, há alguns anos, decidi dedicar toda a minha experiência executiva exclusivamente a ela. Porque só a Minueto já basta para a gente poder contribuir para um mundo melhor.
Hoje, enquanto escrevo este texto, somos uma rede com cinco unidades ativas e estamos dando nossos primeiros passos para fora da região de Belo Horizonte, com uma sexta unidade em reforma na Bahia. Durante muito tempo, nosso crescimento foi orgânico, feito com muito carinho e no nosso tempo. Mas agora decidimos nos lançar com toda a dedicação para expandir a Minueto pelo Brasil.
Nosso sonho é chegar a 30, 50, 100, 300, 500 unidades. E quem sabe, pelo mundo afora.
Mas o que me faz sonhar com essa expansão não são os números. O que me faz sonhar é algo muito mais forte, cheio de significado. É a vontade de espalhar esse ambiente de paz, de acolhimento e de amor através da música para o maior número possível de pessoas.
É um sonho que me conquista todos os dias. E eu espero, de coração, que ele também toque você.
Vamo que vamo!
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Daniel Bottrel
CEO e fundador da Minueto
